Indústria Alimentar e de Bebidas

A indústria alimentar e de bebidas impõe requisitos de engenharia que vão além da simples transferência de fluidos. A prevenção de contaminação, a limpeza in-situ (CIP/SIP) e a conformidade com normas de higiene alimentar determinam a selecção de equipamentos com critérios distintos dos sectores de processo convencional.
Neste contexto, a ausência de vedações mecânicas, a escolha de materiais aprovados para contacto com produto (aço inoxidável AISI 316L, PTFE, PVDF food-grade) e a rastreabilidade dos componentes em contacto com o alimento são parâmetros não negociáveis.
A JVO Química representa marcas com equipamentos aplicáveis em linhas de produção alimentar, dosagem de aditivos e conservantes, medição de caudal em processos de enchimento, e controlo de escoamento em sistemas de distribuição de água industrial.

Requisitos Técnicos Específicos deste Sector

A indústria alimentar e de bebidas é governada por um conjunto rigoroso de normas e regulamentos que condicionam directamente a especificação de equipamentos rotativos, de medição e de controlo. Em Portugal e na União Europeia, o quadro regulatório de referência inclui o Regulamento (CE) n.º 1935/2004 relativo a materiais em contacto com géneros alimentícios, as directrizes da EHEDG (European Hygienic Engineering & Design Group) para equipamentos higiénicos, bem como as exigências de auditoria BRC e IFS, que os fornecedores de equipamentos devem conseguir demonstrar e documentar.

Estanquidade e Prevenção de Contaminação

O risco de contaminação por fuga de fluido de processo — ou, inversamente, de entrada de agentes externos no produto — constitui o critério dominante na selecção de bombas e válvulas para este sector. Bombas equipadas com vedação mecânica convencional representam um ponto potencial de falha, desgaste e contaminação do produto.

A tecnologia sealless, nomeadamente bombas de acionamento magnético ou de motor encapsulado, elimina este risco por construção, dispensando a presença de componentes dinâmicos sujeitos a desgaste. Esta abordagem é particularmente valorizada em processos regulamentados, onde a integridade do produto e a rastreabilidade são críticas.

Materiais em Contacto com Produto

Os materiais admissíveis para componentes em contacto directo com alimentos ou bebidas são fortemente restringidos por legislação e normas técnicas. Entre os materiais mais utilizados encontram-se:

  • Aço inoxidável AISI 316L, com superfície electropolida e rugosidade Ra ≤ 0,8 µm;
  • PTFE virgem e PVDF com certificação food-grade;
  • Elastómeros EPDM ou FKM aprovados por regulamentação FDA e/ou europeia.

A selecção de um material inadequado — ainda que tecnicamente funcional — pode comprometer a conformidade regulamentar da instalação e levar à reprovação em auditorias de qualidade e segurança alimentar.

Facilidade de CIP/SIP e Inspecção

Os equipamentos instalados em linhas alimentares devem ser concebidos para suportar processos de limpeza in situ (CIP – Cleaning-in-Place) com soluções alcalinas e ácidas, tipicamente a temperaturas até 90 °C, bem como esterilização no local (SIP – Sterilization-in-Place) com vapor saturado a temperaturas entre 121 e 135 °C.

O design interno deve ser isento de zonas mortas, volumes de retenção de produto, fissuras ou rugosidades excessivas que dificultem o enxaguamento completo. A acessibilidade para inspecção e validação dos ciclos de limpeza é igualmente um factor determinante na selecção do equipamento.

Produtos

Sundyne Sunflo – Bomba Centrífuga para Alta Pressão

A Sundyne Sunflo é uma bomba centrífuga de alta pressão concebida especificamente para serviços de baixo caudal e elevada altura manométrica (low flow, high head) em processos industriais críticos. Com três modelos disponíveis e tecnologia de impulsor de Barske, a Sunflo alcança pressões que bombas centrífugas convencionais não conseguem atingir com os mesmos caudais, eliminando a necessidade de bombas de pistão em determinadas aplicações.
A bomba centrífuga alta pressão Sundyne Sunflo integra uma caixa de velocidades compacta que eleva a velocidade do rotor, permitindo gerar alturas manométricas muito superiores ao que seria possível com acionamento directo.
Esta arquitetura resulta numa pegada física reduzida — uma vantagem significativa em instalações com espaço condicionado, como as de Oil & Gas e petroquímica.
Uma das características distintivas da Sunflo é a sua concepção para manutenção simplificada: uma pessoa, uma chave e uma hora.
conjunto rotativo pode ser removido e substituído sem desligar a tubagem, reduzindo drasticamente o tempo de imobilização.
Esta filosofia de design responde diretamente às exigências de disponibilidade das indústrias farmacêutica, química e de refinação, onde as paragens não programadas têm impacto operacional e financeiro imediato.

Bomba Doseadora de Membrana com Acionamento Mecânico ecodos – LEWA

A bomba doseadora de membrana LEWA ecodos® utiliza accionamento mecânico directo — sem óleo hidráulico no circuito de processo — garantindo que o fluido doseado não pode ser contaminado pela unidade de accionamento. Esta característica torna a ecodos a escolha preferencial em aplicações farmacêuticas, alimentares e em processos onde a pureza do produto é crítica.

Com seis dimensões disponíveis (LEB a LEG), a ecodos cobre caudais de 0,4 a 1.500 l/h por cabeça de bomba e pressões até 20 bar, na gama de baixa pressão. A função multiplex permite combinar várias cabeças numa única unidade de acionamento, possibilitando doseamento de baixa pulsação, mistura por receita e operação sincronizada com sistemas de controlo de processo.

As versões sanitária e higiénica desta bomba doseadora de membrana cumprem as normas ASME-BPE e EHEDG EL Classe I, com materiais conformes FDA e documentados para USP Classe VI. A membrana sandwich de 4 camadas em PTFE é monitorizada em contínuo, assegurando detecção imediata de qualquer anomalia. A JVO Química representa a LEWA em Portugal. Contacte-nos para cotação.